Associação dos Procuradores do Estado lança prêmio de jornalismo

O presidente da Associação dos Procuradores do Estado do Pará (APEPA), Antônio Bernardes Filho, lançará nesta terça-feira, dia 13 de dezembro, o I Prêmio APEPA de Jornalismo, durante o evento de encerramento das atividades classe no ano, na Estação das Docas, a partir das 21h. O humorista Bruno Motta, com passagem pelo global Zorra Total e pelo Show do Tom, será uma das atrações da noite.

Esta será a primeira edição do prêmio que tem como objetivo principal reconhecer a importância da imprensa paraense no processo de democratização da sociedade. “Além disso, queremos estimular a cobertura jornalística qualificada sobre temas voltados às questões da advocacia pública, com ênfase no trabalho dos procuradores do estado”, explicou Antonio Bernardes, presidente da APEPA.

O prêmio será dividido em cinco categorias: mídia impressa, telejornalismo, radiojornalismo, internet e estudantes. “Estima-se algo em torno de 10 a 15 mil reais em prêmios”, adianta Bernardes. Cada participante poderá inscrever até três trabalhos publicados no período de agosto de 2011 a agosto de 2012. O evento terá apoio institucional da Gaby Comunicação e do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor-PA).

Iasbeck fala aos jornalistas sobre a arte de comunicar sentidos

Por Fernanda Brabo

Dono de um currículo invejável, Luiz Iasbek vem dedicando sua carreira para estudar a comunicação em suas diversas vertentes, dentre elas, a Semiótica, sua paixão. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, Professor e pesquisador no Curso de Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB), atuando nas graduações de Jornalismo e Publicidade e no Mestrado, na linha de Pesquisa Comunicação nas Organizações, recentemente, Iasbek esteve em Belém para ministrar curso de Media Training para profissionais de comunicação.

Ainda quando trabalhava na Assessoria de Comunicação do Banco do Brasil Iasbeck se interessou em estudar semiótica, foi lá que precisou elaborar projetos com uma equipe de publicitários e relações públicas. Tomou gosto, e desde então partiu para um mestrado nesta área e posteriormente fez um doutorado privilegiando o cenário empresarial.

Para Relações Públicas, Luciana Hage, as aulas com o Professor Iasbeck foram importantes para seu crescimento profissional. “Fazer parte de uma turma de alunos de Luiz Iasbeck, durante três dias, foi simplesmente fantástico. Ele não é apenas um profissional qualificado e gabaritado a falar sobre o mercado da comunicação, dentro e fora das empresas, é um profissional com ricas experiências neste segmento. E ele não nos furtou a satisfação em ouvi-las, pelo contrário. Iasbeck é um professor por excelência, sem imposição e sem superioridade”, disse.

Em entrevista exclusiva para o Blog Gaby ++ Aditivado ele fala sobre o papel do Media Training nas empresas, como se interessou por semiótica e o futuro dos jornais impressos. Confira!

1)Por que o jornalista precisa saber mais sobre media training?

É comum que o media training seja utilizado pelos assessores de imprensa para treinar as pessoas para falar em nome das organizações. E é interessante que as empresas tenham conhecimento sobre as linguagens do jornalismo e como trabalham o rádio, a TV, o jornal impresso e as mídias sociais. O nosso curso em Belém retratou um pouco como é a mídia e os seus diferentes formatos, e de que forma podemos trabalhar na questão de produção de sentindo, e não apenas a mídia como um mecanismo de divulgação.


2)Qual a importância do media training para as organizações?

Antes da gente falar sobre mídia, temos que entender o que é a mídia. Uma empresa tem mídias externas (imprensa da região, do país, no lugar onde ela atua) e internas (blogs, intranets, RH, sites, meios impressos). A importância é saber utilizar a comunicação como forma mediada que produz sentindo e saber utilizar a comunicação para otimizar os resultados da empresa. Manter uma boa relação com a imprensa sem ser apenas em caso de crise.

3)Como foi sua trajetória até mergulhar na Semiótica da Comunicação?

Eu sou jornalista por formação e trabalhei por 20 anos na assessoria de comunicação do Banco do Brasil e lá trabalhei com marketing, comunicação integrada e também trabalhei na área de ouvidoria, na qual eu venho fazendo vários cursos de consultoria. Lá no banco eu comecei a fazer projetos envolvendo publicidade, relações públicas, comunicação integrada e aprendi na prática a envolver semiótica na elaboração desses projetos. De lá eu sai e fui fazer mestrado em semiótica na PUC – SP, depois voltei pro banco e em seguida eu fiz doutorado em Comunicação Empresarial na área de Semiótica. Trabalhei em uma tese que relatasse o discurso, identidade e imagem das organizações.

4)O conteúdo que é ministrado nas salas de aula do curso de comunicação é o suficiente para o aluno de jornalismo? O que deveria mudar?

Não é suficiente. O que tem que mudar não é uma disciplina é uma mentalidade. Muita gente organiza o curso de comunicação com o objetivo profissionalizante e privilegia conteúdo mais paradigmático. A comunicação é a percepção do mundo. O comunicador não é um divulgador, ele tem que saber o que está acontecendo no mundo e ter um posicionamento crítico. Ele precisa ser formado em uma dimensão mais ampla para obter melhor conhecimento na utilização da linguagem.

5)Alguns jornais europeus já começaram a promover mais análise do conteúdo divulgado por eles, ao invés de produzirem grande volume de notícias factuais. Quando o Brasil irá desenvolver isso também?

Eu não vejo o que se faz na Europa como muito melhor do que se faz aqui não. Lógico que tem muita produção boa lá fora e muita porcaria aqui dentro. O problema é que o mundo inteiro está passando por uma mudança acelerada, e os meios de comunicação é que estão provocando esta mudança no mundo. A dinâmica da informação vem se transformando. Tudo está relacionado com as telecomunicações, grande parte das tecnologias de hoje visam à questão da mobilidade. Essa revolução deixa os objetos mais descartáveis. Deve-se repensar a maneira de fazer e estudar a comunicação. Alguns jornalistas acham que ainda são os gatekeeper, esse cenário já morreu. Os blogs furam os jornais. Cada vez mais as pessoas estão lendo jornais digitais. O impresso tem que se renovar e selecionar suas matérias.

Senac realiza cursos livres para jornalistas

Você já pensou em fazer cursos rápidos em outro Estado, que aprimore o seu currículo? O Serviço Nacional de Aprendizagem ( Senac) reúne diversos cursos para estudantes de comunicação social e jornalistas formados e atuando no mercado.

São ofertados cursos como Jornalismo Cultural, Radiojornalismo, Redação Publicitária, Redação Jornalística, telejornalismo, entre outros. A duração varia entre 20 a 50 horas e o aluno adquire certificado após a conclusão do curso.

Os cursos são realizados na sede do Senac em São Paulo.

Mais informações: http://www.sp.senac.br/

Belém recebe a 6° mostra de Cinema da América do Sul

A iniciativa tem patrocínio da Petrobrás

No período de 19 a 30 de outubro, a capital paraense recebe a “6° Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul”, a produção é do Ministério da Cultura, por meio da Cinemateca Brasileira. Em Belém, as sessões serão realizadas no Cine Líbero Luxardo, com entrada franca.
Com abordagem voltada para questões envolvendo Direitos Humanos, o evento destina-se a produções feitas recentemente nos países sul-americanos. Nesta edição, o circuito percorrerá Brasília e as 26 capitais estaduais brasileiras.
Serão 47 filmes, incluindo títulos inéditos no país, com três longas-metragens brasileiros dirigidos pelas cineastas Eliane Caffé, Mara Mourão e Érika Bauer.
Quem Se Importa”, de Mara Mourão (de “Doutores da Alegria”, 2005) focaliza o empreendedorismo social por meio de entrevistas com os maiores nomes do setor, incluindo o Prêmio Nobel da Paz, o bengali Muhammad Yunus; o norte-americano Bill Drayton, fundador da Ashoka, um entidade que prospecta empreendedores sociais ao redor do mundo; e o infectologista brasileiro Eugênio Scannavino Netto, que reduziu a mortalidade infantil de Santarém ao mesmo padrão de São Paulo e foi eleito pela mídia internacional como um dos 21 pioneiros do século 21.
Diretora dos longas “Kenoma” (1998), “Narradores de Javé” (2003) e “O Sol do Meio-Dia” (2009), Eliane Caffé focaliza em “Céu Sem Eternidade” as lutas e expectativas que envolvem a rede dos quilombos de Alcântara, no Maranhão. Trata-se de um trabalho de investigação coletivo realizado com a participação de estudantes e moradores locais durante o período de maio a agosto de 2010.

Érika Bauer, diretora de “Dom Hélder – O Santo Rebelde” (2006), apresenta em “E A Terra Se Fez Verbo” a região da Prelazia de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, e sua história de luta e resistência contra todo tipo de opressão. Seu principal personagem, Dom Pedro Casaldáliga, é retratado a partir dos depoimentos e histórias contadas por posseiros, índios e peões que atuaram e atuam em defesa de sua permanência na terra.

A iniciativa conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil, da Sociedade Amigos da Cinemateca e do Sesc São Paulo. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem.

Serviço: 6° Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América do Sul
Local : Cine Líbero Luxardo
Período: 19 a 30 de outubro
Horário: A partir das 15h

Seminário “Intervenção Penal e Mídias: interseções político-criminais” na UFPA

No dia 25 de outubro, o grupo de estudos e pesquisas Direito Penal e Democracia da Universidade Federal do Pará (UFPA), promoverá uma palestra com o Doutor em direito e professor da instituição, Marcus Alan Gomes. O evento será às 17h, no Auditório Haílton Corre Nascimento.

As inscrições serão gratuitas, e os alunos ganharão 4 horas de atividade complementar.

1º Culturas, Linguagens e Interfaces Contemporâneas acontece em Belém

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Mais um evento promete trazer discussões no campo da comunicação. O 1º CLIC: Culturas, Linguagens e Interfaces Contemporâneas acontecerá de 27 a 30 de setembro, na Universidade Federal do Pará (UFPA).

O evento pretende discutir as nuances do período contemporâneo, em que vários campos de estudo são englobados, entre eles, a comunicação, as ciências sociais, a filosofia, a história e as artes. Serão diversos estudiosos e artistas que, no evento, vão se unir para discutir de que maneira as interfaces contemporâneas e as linguagens artísticas influenciam os novos produtos estéticos, experiências, realidades e percepções.

As inscrições para o encontro estão abertas até o dia 25 e podem ser feitas no link: http://bit.ly/mbCIGn

Para o envio de trabalhos e propostas de minicursos, é possível enviar à Comissão Acadêmica do CLIC até o próximo dia 17.

Para mais informações, acesse: http://portalclic.wordpress.com

II Conferência Sul- Americana e VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã são realizadas em Belém

O evento ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de outubro na UFPA

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A II Conferência Sul- Americana e VII Conferência Brasileira trazem o tema “Amazônia e o direito de comunicar” para promover a discussão entre pesquisas acadêmicas produzidas no campo da comunicação e experiências de produção da mídia na sociedade. Os encontros acontecerão de 20 a 22 de outubro, na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Com abordagens voltadas para cidadania, entre os congressistas estarão comunicadores, cientistas sociais, educadores, pesquisadores, estudantes de Comunicação, Ciências Sociais, Direito, Educação, Tecnologia, ONGs, movimentos sociais e coletivos culturais.

As inscrições iniciaram no dia 27 de julho e seguem até o dia 10 de outubro de 2011. O período de submissão de trabalhos será até o dia 3 de outubro e o envio de vídeos se encerram no dia 26 de setembro.

Os valores são de R$ 20,00 (para estudantes) e R$ 50,00 (para pesquisadores e profissionais) até o dia 31 de agosto. No período de 1º de setembro até o dia 10 de outubro o valor é de R$ 35,00 (para estudantes) e R$ 70,00 (para profissionais e pesquisadores). Para a inscrição, deve-se preencher um formulário que se encontra no site http://www.unicentro.br/redemc/

O depósito é por meio do Banco do Brasil, na Conta Corrente Nº 99.472-3 Agência: 3702-8 CÓDIGO IDENTIFICADOR: 106.260-3. Após o pagamento, deverão ser enviados o formulário da Inscrição preenchido e o comprovante de depósito bancário, para o e-mail midiacidada2011@gmail.com .

As inscrições recebidas e validadas serão confirmadas por e-mail pela coordenação do evento no prazo máximo de 48h. Caso isso não ocorra, deve-se entrar em contato com a coordenação pelo telefone (91) 4005-736 e 3201-8012.

Mais informações, no site http://www.unicentro.br/redemc/ / http://www.midiacidada.ufpa.br

Por Fernanda Brabo

O mundo acadêmico e o profissional do Jornalismo

Por Fernanda Brabo e Jorge Sauma

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Grande parte dos estudantes de jornalismo, ao entrarem na universidade, se decepcionam com a quantidade de conteúdo teórico ofertado pelas instituições para garantir embasamento prático aos futuros profissionais. No entanto, esta mesma grade curricular difere opiniões, já que alguns acreditam que um bom jornalista não precisa conhecer alguns pontos históricos e filosóficos.

Ivana Oliveira, jornalista e coordenadora do Portal Cultura, a @ProfessoraIvana do twitter, afirma, contudo, que “o curso não dá apenas suporte técnico e, sim, orienta sobre uma visão crítica da sociedade e mostra a formação profissional com uma visão mais ampla da aplicação da teoria na vida cotidiana”, explica a jornalista.

Em entrevista exclusiva para o blog Gaby ++ Aditivado, ela fala sobre o mundo acadêmico e o profissional do jornalismo e, ainda, acerca da divulgação de notícias em mídias sociais. Confira! Continue reading

Produção e recepção de informação nas mídias sociais – Jornalismo, empresas e público, como lidar?

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Por Jéssica Oliveira

É notável a relevância que a internet tem nos dias de hoje, reforçada ainda mais pelas mídias sociais que se consolidam progressivamente como formas alternativas para se adquirir informações. Com essa inserção crescente e cada vez mais presente na vida dos diversos internautas é necessário que haja uma discussão acadêmica e profissional sobre o assunto.

Muitas são as suposições, como o fim do jornalismo impresso tradicional, por exemplo, mas o que se vê realmente é uma reformulação na maneira de noticiar. Aliás, a inserção não se dá apenas com o jornalismo, mas também por empresas interessadas no maior contato com o público, que por sua vez também se impõem no ciberespaço não só como receptores da informação, mas como produtores do conteúdo.

É possível perceber o boom das mídias sociais por todos os cantos. Desde a eleição de Barack Obama, atual presidente dos Estados Unidos, onde o então candidato conseguiu um número bastante significativo de seguidores no Twitter, até restaurantes da cidade que buscam formas diferenciadas de atrair o grande público, inclusive, com promoções que são benéficas para ambos os lados: atrai um bom número de clientes, que por sua vez tem o consumo facilitado.

Mas, com tantos aspectos que envolvem este espaço virtual, qual a melhor maneira de lidar com as mudanças causadas pelas mídias sociais? É isso que o ++Gaby Aditivado procurou saber ao entrevistar o jornalista, professor e analista em mídias sociais, Pedro Loureiro, que vêm focando os seus estudos no Jornalismo Digital, disciplina que ministra no curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, da Faculdade Estácio do Pará. As respostas são esclarecedoras, confira! Continue reading