Os ângulos do preconceito

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Por Carlos Thompson

É muito interessante como avaliamos as notícias de acordo com a proximidade que tenhamos com o assunto. Ou seja, somos mais condescendentes com aquilo que conhecemos, e mais críticos com o que desconhecemos.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com duas recentes notícias sobre crimes ocorridos no estado de São Paulo. Uma delas, contava que um motorista bêbado dirigiu quilômetros na contramão, em estrada paulista, até se chocar contra um carro e matar um casal. Não li apelos emocionados pela proibição do álcool ou por avaliações mais rigorosas de motoristas, para saber se beberam ou não antes de dirigir. Ou para aumentar a pena de quem dirige e mata movido a álcool. Continue reading

Comunicações diversas

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Por Carlos Thompson

A vitória da escola de samba Unidos da Tijuca no carnaval carioca premiou o que poderia ser resumido como fórmula do sucesso: criatividade, organização, preocupação com os detalhes, qualidade total, empatia popular.

Confesso que não sou um fã incondicional do carnaval, mas fiquei encantado com as soluções criativas do desfile desta escola que, aqui, serve como exemplo de comunicação absoluta. Aquela que expressa mais do que quer dizer. Continue reading

Jornalista Digital: veículos do futuro

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Entrevista Thaís Naldoni (Jornalista)

Jornalista Digital: veículos do futuro

Por Jorge Sauma e Gustavo Arcanjo

G1, R7, UOL, Terra, Portal ORM e Diário Online. Portais como esses, com acesso rápido e fácil, além de uma série de ferramentas visuais e de áudio, fazem do jornalismo digital o meio mais eficaz de adquirir informações em cima do lance. Exemplos como a morte do ícone Michael Jackson e do procurador municipal bêbado, preso no centro de Belém, foram publicadas, em primeira mão, pelos portais de notícias.

As novas mídias são responsáveis por um aumento no número de vagas de emprego para jornalistas e outras áreas da formação profissional. No entanto, segundo a jornalista, editora executiva do Portal Imprensa, Thais Naldoni, é necessária qualificação profissional para se adequar ao novo mercado. Em entrevista exclusiva ao Gaby ++ Aditivado, a jornalista fala sobre o mercado, o funcionamento do Portal Imprensa e, também, sobre as tendências do mercado digital. Confira. Continue reading

Receita de desinformação

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Por Carlos Thompson

O dia 17 de junho de 2009 entrou, sem dúvida, para a história do jornalismo brasileiro. Isso graças ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, por oito votos a um, decidiu que o diploma em jornalismo não seria mais obrigatório para o exercício da profissão.

Foi uma decisão polêmica, com toques pitorescos, como a afirmação do presidente do STF, Gilmar Mendes, que comparou o fim do diploma à não exigência de diploma para culinária ou corte e costura.

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Mensurar resultados em comunicação funciona?

Por Jorge Sauma

Há cerca de cinco anos, as maiores agências de comunicação do País apostaram na mensuração de resultados editoriais como forma de crescimento, de agregar serviços e, claro, de comprovar o desempenho com resultados expressivos para seus clientes. Um dos cases de sucesso é o da Companhia de Notícias (CDN), agência que atualmente carrega o status de maior empresa de comunicação do Brasil. Os novos serviços, incluindo a mensuração de resultados, são responsáveis por aproximadamente 50% da receita da agência. Alguns jornalistas dos grandes centros afirmam que, com isso, a agência oferece uma comunicação integrada de grande qualidade.

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Mercado digital em pauta no Gaby Aditivado

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Por Jorge Sauma e Gustavo Arcanjo

Com mais de oito anos atuando no mercado de Comunicação Corporativa e Estratégias de Marketing Digital, Flávio Levi tem passagem por empresas como Unibanco, Vésper, Embratel, TIM e agências de Comunicação e de Mobile Marketing. Tem MBA em Planejamento e Gestão de Marketing Digital e atua como consultor. É proprietário dos Blogs www.flaviolevi.com, que aborda temas relacionados ao planejamento de marketing; e flaviolevi.wordpress.com, sobre tecnologia. Em entrevista exclusiva ao Gaby Adivitado, Levi fala sobre os desafios de gerenciar a área de comunicação corporativa, sobre as novas tendências do mercado digital e, também, acerca do trabalho em conjunto do marketing com o setor de comunicação corporativa. Confira. Continue reading

No tom certo

A jornalista Claudia Matarazzo, autora de livros sobre comportamento como “Etiqueta sem frescura” e “Gafe não é pecado”, revela que existem regras de etiqueta para não errar o tom quando falamos ao telefone, afinal, ele continua sendo uma ferramenta de trabalho e deve ser operado com sabedoria.
Veja os conselhos:
Fale ao telefone, apenas
Por mais estranho que pareça, um telefonema requer mais concentração do que uma conversa ao vivo. Por telefone, a expressão facial e a linguagem corporal se perdem. Precisamos, portanto, usar nossa sensibilidade para interpretar o tom de voz e as sutilezas do que está sendo dito. Qualquer ruído estranho na linha (literalmente) pode ser deselegante ou comprometedor. Por isso, durante uma ligação, jamais aproveite para fazer um lanche, digitar anotações ou assinar documentos. Os aparelhos são sensíveis, o interlocutor percebe qualquer movimento estranho e vai concluir que você não está dando atenção a ele. Para evitar constrangimentos, concentre-se na conversa, e apenas nela.
Estabeleça prioridades
A cena, infelizmente, é comum: você está em reunião na sala de um sujeito e ele atende a três chamadas “urgentes” em meia hora. Em cada uma gasta “só” 3 ou 4 minutinhos. Ao desligar, se desculpa com ar de chefe superocupado. Pronto: lá se foram 12 minutos de sua preciosa meia hora. É um mistério por que isso acontece. Você está lá face a face, marcou a reunião com antecedência, mas quem telefona acaba tendo prioridade sobre a sua pessoa ali. É o cúmulo da falta de consideração e da inversão de valores, não é mesmo? Por isso, evite o telefone quando estiver com outra pessoa na sala.
Imagem é tudo
A mensagem gravada na secretária eletrônica diz muito a seu respeito. O tom de voz é tão importante quanto a mensagem em si. Voz soturna ou festiva passam uma imagem ruim. Fundos musicais e gracinhas não combinam com negócios.
Anote recados
Todo mundo já ligou para alguém e ouviu a secretária dizer “Lamento, ele está em reunião” ou “Está fora da empresa”. Pode até ser verdade, mas o que parece, de acordo com o jeito com que a pessoa falou, é que ela não quer falar naquele momento com quem a está procurando. Se o diretor ou presidente estiver mesmo ocupado, informe ao menos onde ele está, quando volta e quando vai retornar a ligação. Com isso, mostra-se boa vontade e organização. Importante: mesmo que você não consiga retornar a ligação no mesmo dia, peça que alguém o faça e marque uma outra hora conveniente para as duas partes.
Alô, sou eu
Se é você quem atende o telefone, redobre a atenção. Com a correria do dia-a-dia a tendência é de atender latindo. Para evitar isso, espere mais um toque para organizar os pensamentos. Se uma segunda linha toca enquanto está falando, atenda e peça à pessoa da segunda ligação para esperar um pouco. Se não der para falar naquele momento, diga que voltará a ligar. E ligue mesmo.
Quando não dá para evitar
Às vezes não tem jeito e temos que atender alguém na frente de terceiros. Tudo bem. No entanto, procure fazê-lo com discrição. Nada de gestos, caretas ou comentários tapando o bocal. Isso pega mal. Por outro lado, quem testemunha qualquer conversa ao telefone deve, literalmente, ficar surdo, e depois mudo. Comentar depois, nem pensar.